terça-feira, 10 de novembro de 2009

JOÃO JOSÉ E S. - LITERATURA INFANTO-JUVENIL

A literatura infanto-juvenil tem mais um autor em Portugal: João José e S..
João José e S. estreia-se com duas aventuras dos FDI -Fantásticos Detectives e Investigadores. Trata-se de um grupo de jovens investigadores tripeiros, constituído pelo Fanisco, o Dami e a Ipê que frequentam o Colégio Almeida Garrett, palco a sua primeira aventura.
Após o primeiro êxito, os jovens investigadores aventuram-se numa nova acção que se desenrola na feira de antiguidades.
O primeiro livro saiu em Agosto deste ano. Ficamos à espera dos seguintes. Aventuras à moda do Porto precisam-se!

domingo, 4 de outubro de 2009

GUILLAUME DUSTAN - ESCRITOR

O escritor Guillaume Dustan faleceu com 40 anos. O seu verdadeiro nome era William Baranès, tinha abandonado a sua carreira de juiz administrativo depois de ter conhecimento que era seropositivo, em 1990. O seu primeiro livro Dans ma chambre (P.O.L. 1996) desencadeou uma polémica porque ele ousou tratar as relações não protegidas entre homossexuais. Laureado com o prémio Flore por Nicolas Pages (1999), publicado pela editora Ballande. Para esta editora criou uma colecção efémera de literatura gay e lésbica «Le Rayon gay». Autor de 6 obras, publicou Dernier Roman em 2004 na editora Flammarion.
Faleceu em 3 de Outubro de 2005.
in LIRE, n.º 340, Novembro, 2005, p. 33.

ISTVAN EORSI - LITERATURA HÚNGARA

Escritor, poeta, dramaturgo e tradutor, Istvan Eorsi faleceu com 74 anos.
Figura da oposição democrática húngara publicou especialmente Lettre à un poète inactuel (1984), La voix de son maître (1985) e Ah! le bon vieux temps (1990).
Faleceu a 13 de Outubro de 2005.
in LIRE, n.º 340, Novembro, 2005, p. 33.

JEAN LESCURE

Poeta e escritor faleceu com 93 anos. Grande figura do cinema de arte e ensaio, Jean Lescure foi também um elemento incontornável da cena literária. Amigo de Malraux e Bachelard, director sob a Ocupação da revista literária Messages que encarnava o espírito da Resistência. Participou na criação do Oulipo com Raymond Queneau em 1960. Foi recompensado com o grande prémio da Sociedade das gentes das letras em 1992 pelo conjunto da sua obra. Publicou Le voyage immobile (1939), La plaie ne se ferme pas (1949), Drailles (1968), Itinéraires de la nuit (1982), Gnomides (1999).
Faleceu em 17 de Outubro de 2005.
in LIRE, Novembro 2005, p.33

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BORISLAV PEKIC - LITERATURA SERVO-CROATA

A obra servo-croata Covek koji je jeo smrt de Borislav Pekic foi traduzida para o francês por Mireille Robin, com o título L´Homme qui mangeait la mort.
O livro conta que Jean Louis-Popier, um obscuro escrevinhador, que, em 1792, ocupava a secretaria do tribunal revolucionário. A tarefa de Popier consistia em registar as sentenças e transmiti-las a um funcionário encarregado de organizar as listas das pessoas que deveriam ser executadas. Acontece que um dia Popier teve fome, e no momento de comer o seu pão ouviu passos. Alarmado, rapidamente, escondeu o pão no primeiro pedaço de papel que lhe veioa à mão. À noite, quando desembrulhava a sua merenda, reparou espantado que a embalagem não era nada menos que uma condenação à morte. Para não deixar vestígios da sua acção, Popier não teve outra solução senão engoli-la, reduzindo-a a pequenos pedaços. Desta forma comeu o seu primeiro morto. A partir desse dia decidiu salvar outras vidas, tornando-se Deus.
Borislav Pekic nasceu nas Balcãs e morreu em Londres, em 1992.
in Christine Ferniot, L´Avaleur, LIRE, Novembro de 2005, p. 124.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

HENNING MANKELL - ROMANCE POLICIAL SUECO

Henning Mankell coloca em acção o comissário Wallander do comissariado de Ystad. Em 2005, viu traduzido para o francês, por Anna Gibson, o seu romance Innan frosten", com o título Avant le gel". Nele está presente o misticismo e a loucura dos homens, através de uma seita, de um guru e dos seus fieis prontos a deixar-se matar sob a sua ordem.
Henning Mankell viu a Suécia, o seu país favorito, ser como o resto do mundo engolida pela corrupção e pela violência urbana.
Os seus heróis pertencem a uma raça de idealistas, tentando devolver ao mundo uma aparência de ordem que lhes permita dormir em paz com a sua consciência.
inChristine Ferniot, Mysticisme et folie des hommes, LIRE, Novembro, 2005, p. 123.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

JOSÉ ANTONIO MUÑOZ ROJAS (1909-2009)

Faleceu o poeta espanhol Jose Antonio Muñoz Rojas, em Antequera (Málaga). O autor recebeu vários galardões, entre eles o "Prémio Nacional de Poesia" (1998) e "Reina Sofia da Poesia Iberoamericana" (2002). Pertenceu ao grupo de poetas neo-renascentistas e foi fundador, juntamente com José António Maravall, Leopoldo Panero e José R. Santeiro, da Nueva Revista (1929-1931)que manteve contactos com a Geração de 27.
Estudou com os jesuítas, no El Pal de Málaga e em Chamartin de la Rosa (Madrid). Licenciou-se em Leis, na Universidade Central. Fez o serviço militar em Sevilha, onde pertenceu ao grupo poético da revista Mediodia. Foi leitor na Universidade de Cambridge, em 1936 e traduziu para o castelhano obas dos poetas metafísicos ingleses John Donne e Richard Crashaw, e também William Wordworth, Gerard Manley Hopkins e T. S. Eliot, que conheceu pessoalmente.
Dirigiu com Alfonso Canales Papel Azul, suplemento da revista Gibralfaro.
Deixou uma obra que abrange não só a lírica, mas também a prosa e o teatro.
in www.ABC.es de 20090929 e Wikipédia.